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Caracterização da Região

A Sub-Região Dão Lafões (NUT III), integrada na região centro, abrange uma área de 3.483 Km2 e 14 concelhos, onde residem cerca de 290 mil pessoas. A sua posição geográfica, num território charneira entre o Litoral e o Interior, tem correspondência nas características socioeconómicas desta sub-região, que, nalguns casos, são similares às das sub-regiões mais desenvolvidas, mas, noutros, se aproximam mais das regiões rurais do interior.

 

Trata-se de uma região com uma dinâmica demográfica positiva, cujo crescimento populacional, embora não muito expressivo, se tem mantido. Embora, nem todos os concelhos se enquadrem nesta tendência, a maioria regista ganhos populacionais, sobretudo nos primeiros anos da atual década. Como resultado desta evolução, a sub-região Dão Lafões registou em 4 anos recentes (2001-2005) um crescimento demográfico superior àquele que se verificou na década de 90, ou seja, nos dez anos anteriores.

 

Apesar desta evolução recente favorável, apenas os cenários mais otimistas de desenvolvimento futuro da sub-região contemplam a manutenção de um ligeiro crescimento demográfico, admitindo-se como mais provável um decréscimo da população residente (na ordem dos 10% entre 2001 e 2020). Estas despectivas apontam para a necessidade de promover o desenvolvimento de uma estrutura social e económica sustentável que, pelo menos, garanta a manutenção da população residente.

 

O contributo desta NUT III para o PIB Nacional não vai além dos 1,7 %, estando entre as 6 NUT III com um PIB, per Capita, mais reduzido. Esta situação reflete-se, igualmente, no índice de poder de compra concelhio que, com exceção de Viseu, se encontra bastante abaixo da média nacional.

 

As dinâmicas sócio económicas mais positivas que se verificam em Dão Lafões centram-se, pois, na cidade de Viseu, estruturante de todo o território da sub-região e uma das maiores cidades médias portuguesas. Viseu ocupa, assim, uma posição de destaque e desempenha um papel muito relevante no equilíbrio da rede urbana nacional.

 

Complementarmente, a esta capacidade polarizadora de Viseu em relação ao território envolvente, têm vindo a afirmar-se outros centros urbanos da sub-região, tais como, Tondela e Mangualde, que contribuem para suster as dinâmicas regressivas que ameaçam a generalidade dos territórios rurais do interior da região e que, em articulação com a cidade de Viseu, podem contribuir para a formação de uma aglomeração urbana alargada, fundamental para a dinâmica de desenvolvimento desta área.

 

INE - Estatísticas Territoriais

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